Difícil essa palavra para mim, que sou apegada a coisas, pessoas e sentimentos.
Resolvi que precisava fazer uma mudança interna de todas essas coisas.
Comecei fazendo análise para me conhecer melhor e começar esse processo de desapego interno.
Cheguei um dia em casa e tudo havia desabado. Minha estante tinha despencado da parede, quebrando coisas que estavam na parte de baixo, como minha impressora e outras coisas mais.
E derrepente tudo começou a quebrar ao mesmo tempo.
Resolvi fazer uma limpa na minha casa a partir daí.
Moro na casa que era da minha avó e quando vim para cá herdei tudo que estava nela. Aos poucos fui me desfazendo de algumas e comprando coisas novas, mas muitas dessas coisas tem um valor sentimental grande, que era difícil de desfazer, mas percebi que tinham mais importância para a minha mãe do que para mim. Essas emoções se misturavam e durante 6 anos guardei muitas coisas para a minha mãe na minha casa por apego ao passado.
Essas coisas também estavam relacionadas a minha infância. No meu escritório tinha um armário que quando fui arrumar estava a minha infância inteira lá. Resolvi me desapegar dessas coisas.
Doei as minhas sapatilhas de balé para um projeto de uma amiga no Complexo do Alemão de dança,
resolvi doar os livros do Brasas e dei para uma amiga que queria aprender inglês, doei os livros de Biblioteconomia para amigos bibliotecários e por último fiz um bazar de troca na minha casa, onde doei coisas e troquei com minhas amigas. Cada uma ficou com um pouquinho de mim. Isso foi legal.
No começo do ano fui visitar a minha prima em Nova York, levei umas roupas de inverno de quando havia morado na Inglaterra, roupas que nunca havia usado e troquei num brechó perto da casa dela no Brooklyn.
Achava que não ia consegui, mas se não conseguisse trocar as roupas daria para alguém. Acabei fazendo trocas ótimas de coisas que precisava e que não queria gastar dinheiro com isso. Acho que já estava querendo começar o desapego.
Depois de limpar minhas coisas de infância, resolvi doar a louça da minha avó para a minha mãe, pois estava com armários cheios de louças que não usei durante esses 6 anos. Resolvi que era melhor ficar com ela. Ela saberia melhor o que fazer com a louça, já que tinha louça suficiente para uma casa.
Dei algumas coisas para o meu irmão que está montando sua casa, e aqui estou me sentindo mais leve.
Consertei as coisas que quebraram e comprei as últimas coisas que precisava na casa para alegrar um pouco o ambiente.
Ao longo do ano resolvi que queria deixar a casa com a minha cara, e desapegar de coisas que não eram minhas. Acabei comprando umas coisas novas para mudar o ambiente: um rack amarelo, um gaveteiro azul e nichos para colocar uns potes na cozinha.
E agora para finalizar o meu período consumista comprei cadeiras novas coloridas amarela e laranja, adesivos de azuleijo para o banheiro e uma máquina de pão.
Esses surtos acontecem quando estou em desequilíbrio emocional, ansiedade para resolver os problemas.
Esses surtos acontecem quando estou em desequilíbrio emocional, ansiedade para resolver os problemas.
Não necessito de mais nada, somente de equilíbrio interno, que está relacionado ao autoconhecimento.
Como meta para o próximo ano, 2015, desejo autoconhecimento. desapego e desapego.
